Jogos de Mahjong

O jogo das peças não é mahjong. Foi inventado num computador universitário em Illinois, em 1981.

36 jogos · escolhidos à mão, depois completados pelo catálogo

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O jogo que quase todo mundo chama de mahjong foi inventado em 1981 por um estudante americano num computador de universidade, e não é mahjong.

Como esta lista foi montada

Brodie Lockard o construiu no sistema PLATO da Universidade de Illinois e chamou de Mah-Jongg solitaire. Pegou emprestadas as peças — os bambus, os caracteres, os dragões, as flores — de um jogo de azar chinês do século XIX para quatro jogadores, e não pegou emprestado mais nada. O jogo de verdade é comprar, descartar e ler três adversários. Este é uma pessoa, uma pilha e uma regra só.

A Microsoft distribuiu ele como Shanghai em milhões de computadores de escritório nos anos 1980, e o nome grudou no jogo errado para sempre.

A regra única, que é o jogo inteiro

Uma peça pode ser tirada quando não tem nada em cima e o lado direito ou o esquerdo está livre.

É só isso. Não tem pontuação sutil, não tem mão para montar, não tem blefe. O que faz disso um jogo é que cada par retirado muda quais peças ficam livres — então a habilidade nunca está em enxergar uma combinação, que é trivial, e sim em escolher qual das disponíveis tirar. Tire o par errado e você enterra o que precisava.

Quem perde sempre quase sempre combina com pressa: pega o primeiro par que vê. O hábito que resolve é procurar as peças de que três ou quatro iguais já estão à mostra, porque tirar duas delas não pode prender as outras.

O que ninguém admite: tem distribuição que não dá para ganhar

Vale saber antes de se culpar.

O layout clássico da tartaruga tem 144 peças, e um embaralhamento ingênuo pode produzir um arranjo sem nenhuma solução — uma posição em que as últimas quatro peças estão empilhadas de um jeito que nenhum par legal aparece. É uma propriedade conhecida do jogo, não um defeito de uma versão.

As versões boas distribuem a partir de um gerador que garante solução, ou deixam reembaralhar. As baratas embaralham e torcem. Se você jogou um layout perfeitamente e terminou com quatro peças e nenhum movimento, pode ter recebido mesmo uma mão morta.

O que tem aqui

Oitenta e dois jogos do catálogo carregam a etiqueta mahjong, e não têm todos a mesma forma. O solitário clássico é a tartaruga e seus parentes. O connect — às vezes chamado Shisen-Sho — é um quebra-cabeça completamente diferente: as peças ficam deitadas e um par se junta se houver entre elas um caminho com no máximo duas curvas. Borboleta e layouts sazonais são as regras clássicas com a pilha rearranjada. E a combinação de três pede três peças em vez de duas, o que parece uma mudança pequena e não é: triplica mais ou menos o quanto você precisa olhar à frente.

Os quatro do topo são um de cada tipo, para você descobrir em um minuto qual dos quatro gosta de verdade.

Perguntas que as pessoas fazem

Isto é o mahjong de verdade?

Não, e online quase nunca é. O mahjong de verdade é um jogo chinês do século XIX para quatro pessoas, jogado a dinheiro, em que se compra e descarta peça para montar uma mão. O que todo mundo chama de mahjong no computador é um solitário de combinar peças montado sobre uma pilha das mesmas peças: outro jogo com um alfabeto emprestado.

Por que algumas peças não deixam pegar?

Uma peça só está livre se não tem nada em cima e pelo menos um dos lados, direito ou esquerdo, está descoberto. É a regra inteira e é o jogo inteiro: cada par que você tira muda quais peças ficam livres, então a ordem importa muito mais do que a combinação.

Dá para terminar sempre?

Nem sempre, e essa é a parte que ninguém fala. Um layout clássico embaralhado na sorte pode sair sem nenhuma solução. As versões bem feitas garantem uma distribuição resolvível ou oferecem reembaralhar; se você travou com quatro peças e nenhum par legal, pode não ter sido culpa sua.

Funcionam no celular?

Alguns sim, e a gente marca quais. O problema são as peças: um layout clássico de 144 num celular vira alvo minúsculo, então os que funcionam no toque costumam ser os layouts menores ou os que deixam dar zoom.