Jogos Idle e Clicker

Um jogo idle no navegador não roda com a aba fechada. Os bons não fingem: fazem uma subtração.

36 jogos · escolhidos à mão, depois completados pelo catálogo

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O gênero se chama idle — parado — e num navegador isso é mentira, menos para quem sabe contornar.

Como esta lista foi montada

Aba fechada não executa código. Aba em segundo plano é freada de propósito pelo navegador depois de alguns minutos, e computador suspenso não faz nada. Ou seja: literalmente não tem ninguém contando suas moedas enquanto você dorme.

O que os jogos bem escritos fazem é bem mais elegante que uma simulação: na hora em que você sai, eles anotam o relógio. Na volta releem, calculam quanto tempo passou e creditam a produção daquele intervalo numa operação só. O resultado na tela é idêntico ao de uma fábrica que tivesse rodado a noite inteira; o mecanismo é uma subtração.

Daí duas coisas que a gente observa sem entender: o jogo que devolve oito horas de produção em um segundo não trapaceou, acabou de fazer a conta; e o que não devolve nada simplesmente nunca anotou a hora.

Onde sua partida mora de verdade

Medido abrindo estes jogos nós mesmos: de sessenta e sete jogos idle do catálogo passados pela sonda, cinquenta e nove salvam o progresso. É a taxa mais alta de qualquer gênero, e faz sentido — um incremental sem salvar não serve para nada.

Então o problema quase nunca é o jogo. É onde o salvamento cai: na memória deste navegador, neste aparelho. Limpar os dados do site apaga. Trocar para o celular não leva junto. Janela anônima não enxerga. Nenhum destes jogos tem conta própria, e uma conta aqui não conserta isso: a gente sincroniza o que nós anotamos, nunca o que o jogo escreveu por conta própria.

A curva, e como reconhecer uma boa

Todos estes jogos contam a mesma história em três atos, e a qualidade está inteira no ritmo.

Você clica. Deveria durar um ou dois minutos, o tempo de comprar a primeira automação. O clique não é o jogo, é o empréstimo inicial.

Você compra máquinas. O jogo passa a produzir sozinho e você sai da mão para a decisão: qual melhoria, em que ordem, e quando parar de comprar para juntar.

Você recomeça de propósito. O mecanismo de verdade do gênero é a renúncia — zerar tudo em troca de um multiplicador permanente. Um jogo sem esse terceiro degrau termina em tédio em vez de terminar em decisão.

Um jogo que ainda te faz clicar depois de uma hora errou o primeiro degrau. Um jogo em que renunciar nunca compensa errou o terceiro.

Perguntas que as pessoas fazem

Continua rodando se eu fechar a aba?

Não, não roda nada. Aba fechada não executa código, e página em segundo plano é freada pelo navegador depois de alguns minutos. O que os jogos bons fazem é anotar a hora quando você sai e fazer a subtração na volta: creditam o tempo que passou de uma vez só. O resultado é o mesmo, o mecanismo é outro completamente.

Minha partida sumiu, por quê?

Porque ela morava na memória deste navegador, neste aparelho, e alguma coisa apagou: uma limpeza dos dados do site, uma janela anônima, outro computador. Nenhum destes jogos tem conta. Nos jogos que a gente abriu, cinquenta e nove de sessenta e sete salvam mesmo — o problema quase nunca é o jogo, é onde o salvamento cai.

Precisa clicar tudo isso mesmo?

No começo sim, e é de propósito. O clique existe para você comprar a primeira automação; dali em diante o jogo se joga decidindo o que melhorar, não batendo. Um jogo que ainda te faz clicar depois de uma hora errou a curva.

Funcionam no celular?

Muitos sim, e a gente marca quais. É um gênero que aguenta bem o toque: um alvo grande e botões de melhoria. O que quebra em tela pequena são as tabelas de upgrades de quinze colunas.