Jogos de Minigolfe

A tabela devolve a bola exatamente no ângulo em que você mandou. No minigolfe de verdade não, e por isso aqui se calcula em vez de sentir.

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Todo o minigolfe se reduz a dois números: para onde, e com quanta força. E é o segundo que estraga as partidas.

Como esta lista foi montada

A direção se vê; a força não. A bola não perdoa o excesso e também não perdoa a falta, e o espaço entre ficar curto e passar costuma ser dez por cento da barra. Por isso os bons jogadores destes jogos não miram melhor: batem mais fraco do que parece necessário e deixam o percurso fazer o resto.

A tabela é geometria, não material

Aqui está a diferença que faz disto um jogo diferente do esporte de onde veio.

Em quase todos, a batida na parede se resolve como uma reflexão pura: o ângulo de saída é exatamente o de entrada e a bola quase não perde velocidade. É a solução mais barata de programar em duas dimensões e a que quase todo mundo implementa.

A consequência é enorme. Um rebote de tabela no navegador é completamente previsível, então a tacada de duas ou três tabelas deixa de ser questão de tato e vira questão de traçar a linha com o olho. Num campo real a tabela absorve energia, o feltro freia e a bola sai levemente mais fechada do que a geometria promete.

Dito de outro jeito: se na rua você é ruim de tabela, aqui vai ser bom. A habilidade que a tela pede não é a mesma.

Par 2, e quase sempre

No minigolfe de competição praticamente todo buraco é par 2. O percurso é desenhado para isso: o buraco em uma é só uma tacada abaixo do par, e três tacadas já são bogey. Não é como o golfe grande, onde um par 4 te dá margem para posicionar e depois atacar.

Quando um destes jogos te anuncia par 4 num buraco de dois metros com rampa, ele não está sendo generoso com a dificuldade: está sendo generoso com o seu placar.

Perguntas que as pessoas fazem

Por que a tabela dá certo aqui e na vida real não?

Porque o rebote do navegador é perfeito. Quase todos resolvem a batida na tabela como uma reflexão pura: o ângulo de saída é o de entrada e a bola perde pouca ou nenhuma energia. Num campo real a tabela absorve, o feltro freia e a bola sai um pouco mais fechada. Aqui a tabela é geometria, lá é material.

Qual é o par de um buraco?

No minigolfe de competição quase todos os buracos são par 2. Não é uma convenção inventada por estes jogos, é a regra do esporte: o percurso é desenhado para duas tacadas, então o buraco em uma é só uma abaixo do par e três tacadas já são bogey. Quando um jogo te dá par 4 num buraco curto, está sendo generoso com o seu placar.

Dá para dar efeito na bola?

Quase nunca. A imensa maioria é física em duas dimensões vista de cima, sem rotação da bola, então você controla direção e força e nada mais. Os poucos que modelam efeito põem num controle separado.

Funcionam no celular?

Bastantes sim, e a gente marca. É um dos gêneros que melhor se dá no toque, porque o gesto natural — puxar para trás e soltar, como um estilingue — é o que você já conhece.