Jogos de Halloween
Cento e sessenta e seis jogos têm a etiqueta de Halloween. Quinze dão medo de verdade.
48 jogos · escolhidos à mão, depois completados pelo catálogo
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A abóbora é um improviso. O original era um nabo.
Como esta lista foi montada
A lanterna esculpida vem da Irlanda e da Escócia, onde se esvaziava um nabo, cortava-se um rosto nele e punha-se uma brasa dentro para carregar na noite do Dia das Bruxas. Nabo é duro, pequeno e detestável de esculpir — quem já tentou sabe que aquilo é mais marcenaria do que artesanato. Quando o costume atravessou o Atlântico encontrou a abóbora: nativa, enorme, em todo lugar, e mole o bastante para abrir com uma faca de cozinha. Ganhou por ergonomia, não por simbolismo.
Com os jogos aconteceu mais ou menos a mesma coisa. A coisa manteve o nome e trocou quase todo o resto.
O que a etiqueta guarda de verdade
Vale contar antes de supor, porque a suposição costuma estar errada.
Cento e sessenta e seis jogos carregam a etiqueta de Halloween neste catálogo. Quinze carregam também etiqueta de terror. O resto se divide assim: cinquenta e cinco são quebra-cabeças e jogos de combinar com abóboras e morcegos; quarenta e quatro são de fantasia, maquiagem e cozinha; trinta e seis miram diretamente crianças pequenas.
Ou seja: Halloween num portal de jogos não é uma festa de terror. É uma festa de fantasia, e os jogos retratam a versão de bater na porta e encher o balde de doce, não a de passar medo.
Isso serve nos dois sentidos. Se você entrou com uma criança de nove anos, está tranquilo, e as poucas exceções se anunciam no próprio título. Se entrou querendo levar um susto, esta não é a página — existe uma de terror e ela faz isso muito melhor.
Sobre a reciclagem
Dá para notar rápido que alguns são jogos comuns de chapéu.
Não é ruim por definição. Moto X3M Halloween é Moto X3M com lápides, e Moto X3M é um jogo de física realmente bom, então a versão de Halloween é um jogo de física realmente bom com lápides. A camada de temporada não custa nada a você.
O que vigiar é o outro caso: um jogo fraco que aposta que as abóboras façam o trabalho. Dá para perceber em trinta segundos — se debaixo da decoração não há mecânica, não vai aparecer depois.
Os quatro do topo
Um jogo de combinar abóboras que fica difícil de verdade, a versão de Halloween de uma série de moto que vale em qualquer época, um vampiro pequeno e um salão de maquiagem temático. Atrás vem a etiqueta inteira, sem filtro: a gente não esconde o punhado sombrio, a gente avisa que ele é pequeno.
Perguntas que as pessoas fazem
Dão medo?
Quase nenhum, e isso surpreende. Dos cento e sessenta e seis jogos com etiqueta de Halloween aqui, quinze têm também etiqueta de terror. Cinquenta e cinco são de combinar três, quebra-cabeças e enigmas com abóboras; quarenta e quatro são de vestir, maquiagem e cozinha; trinta e seis são feitos para crianças pequenas. Se você quer medo de verdade, a prateleira de terror é outra.
Quais servem para uma criança de sete anos?
Quase toda esta página, com sinceridade: os quebra-cabeças de abóbora, os de colorir, os de fantasia e os de doces ou travessuras são feitos para crianças. O que evitar é qualquer coisa com zumbi ou sobrevivência no título, que é onde ficam os quinze sombrios.
No Brasil o Halloween não é tão grande. Isto vale a pena?
Vale, e por um motivo prático: quase tudo aqui é jogo de abóbora, fantasia e quebra-cabeça, ou seja, jogo bom independentemente da data. O Dia das Bruxas no Brasil é sobretudo escolar e de festa à fantasia, e é exatamente essa a versão que estes jogos retratam.
Funcionam no celular?
Muitos sim, e a gente marca quais. É um dos gêneros que melhor sobrevivem ao toque, porque grande parte é quebra-cabeça, vestir e colorir: tocar e arrastar, não mirar.















































